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Polícia diz que motorista de acidente com oito vítimas fatais na BR-232, fazia lotação

As investigações apontam ainda que o grupo saiu do Recife por volta das 22h30, com destino a Triunfo, Flores e Serra Talhada (todas no Sertão)

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04/04/2016
Fonte: JC Online

Por: JC Online

Uma série de fatores ligados às deficiências do transporte intermunicipal em Pernambuco pode ter contribuído para o trágico acidente que deixou oito mortos no sábado passado, na BR-232, em Tacaimbó (Agreste pernambucano). Da falta de duplicação da via ao transporte clandestino intermunicipal.

Segundo o delegado de plantão de Belo Jardim (cidade a 20 km do local do acidente), José Luzia, a investigação sobre o sinistro inclui o fato de o motorista, Jefferson dos Santos Valois, 36 anos, fazer lotação (transporte clandestino de passageiros, segundo a lei estadual 14.017/2010). Há ainda a suspeita de que ele tenha feito várias viagens antes da que acabou com sua morte e a das outras sete pessoas que estavam no veículo. A informação fortalece a teoria de que ele teria invadido a contramão ao cochilar no volante – o que, em uma via não duplicada, aumenta o risco de acidentes.

O delegado explicou que, nos depoimentos colhidos, foi relatado que as pessoas usam as lotações para ir e vir do interior devido à demora e à insegurança do transporte legalizado, via ônibus. “Segundo os relatos, a opção pelas lotações ocorre porque há muitos casos de assaltos e demora nas viagens de ônibus. Além disso, como a maioria das pessoas mora distante dos das áreas urbanas, as lotações as deixam em casa, enquanto os ônibus só vão até a rodoviária. Por isso, muitos preferem pagar até mais caro na clandestinidade”, comentou o delegado. Hoje, o caso será assumido pela delegada titular de Belo Jardim, Pollyane Farias.

PERDAS
As investigações apontam ainda que o grupo saiu do Recife por volta das 22h30, com destino a Triunfo, Flores e Serra Talhada (todas no Sertão). Durante a madrugada, o veículo em que estavam bateu de frente com um caminhão de combustível que vinha de Juazeiro do Norte (CE), com o tanque vazio e que era guiado por Hugo Fabiano – ele não foi ferido gravemente mas estava no hospital até o início da noite de ontem.

Além de Jefferson, morreram a mãe dele, Magnólia Maria, 51, e a tia, Margarete Maria, 52. Quatro mulheres da mesma família também foram vítimas: Joseilda Ferreira, 24, Adriana Íris, 19, Juliana Ferreira, 18, e Maria José Ferreira, 43. O outro passageiro era Tiago Monteiro, 19. Todos foram sepultados ontem. A família de Jefferson e Tiago, em São José do Belmonte. A de Maria José, em Flores.

O utilitário esportivo (SUV) em que os oito estavam era uma Toyota Prado, com capacidade para sete passageiros, de propriedade de Marcos Aurélio de Souza, dono da MP Turismo. A empresa é baseada em Serra Talhada, onde Jerfferson morava. Segundo fontes da TV Jornal, ele trabalharia para a MP, informação negada por Marcos Aurélio, que alegou ser amigo de Jeferson, a quem teria apenas emprestado a camioneta.


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