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É isso que o WhatsApp faz com suas costas

As pessoas passam em média, por dia, de duas a quatro horas com a cabeça inclinada, lendo e escrevendo em seus smartphones e dispositivos

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08/07/2015
Fonte: El País
As pessoas passam em média, por dia, de duas a quatro horas com a cabeça inclinada, lendo e escrevendo em seus smartphones e dispositivos
As pessoas passam em média, por dia, de duas a quatro horas com a cabeça inclinada, lendo e escrevendo em seus smartphones e dispositivos
Por: El País

Está no ônibus, com seu smartphone, lendo isto. Olhe ao seu redor. Todas as pessoas que te cercam fazem a mesma coisa que você. Dobram o pescoço para ver a tela e jogar Candy Crush, ler as notícias ou simplesmente conversar com amigos e inimigos. Calcule agora quantas horas por dia você chega a ficar nessa postura. Qual é o problema? Segundo um estudo recente publicado pelo cirurgião Kenneth K. Hansraj, com uma inclinação de 60 graus sua cervical fica sob uma força de 27 quilos. Uma bomba relógio com nome de pescoço de mensagem (poderia ser traduzida como pescoço de whatsapp). Uma enfermidade própria do século XXI.

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“Comecei a reparar na postura ao ver muitos jovens entrando no meu consultório com dores no pescoço e nas costas”, explica por e-mail o autor, chefe de medicina cervical em um hospital nova-iorquino. Seu estudo pega os diferentes graus de inclinação de cabeça e pescoço, “com um peso médio de seis quilos e o centro de massa situado a 15 centímetros do alto da cabeça”. Após contratar engenheiros para desenvolver um software, foram realizados cálculos em newtons que depois foram convertidos para medidas de peso, mais compreensíveis para o grande público.

Sempre falando de adultos, os números vão desde os 12 quilos a 15 graus de inclinação até os 27 quilos aos 60 graus, passando pelos 30 graus/18 quilos e os 45 graus/22 quilos. “As pessoas passam em média, por dia, de duas a quatro horas com a cabeça inclinada, lendo e escrevendo em seus smartphones e dispositivos”, continua no e-mail. “Acumulado, isso vai de 700 a 1.400 horas por ano com um estresse excessivo nas vértebras cervicais”. Adverte que “a perda da curvatura natural aumente o estresse nas cervicais e pode levar a um desgaste prematuro, degeneração e possivelmente cirurgias”, e mostra que, no caso dos adolescentes, essa cifra poderia subir para até 5.000 horas.

Hansraj comenta que, uma vez que é impossível evitar as tecnologias que causam esses problemas, seria necessário um esforço ativo para olhar o telefone em uma postura neutra e evitar passar horas e horas encurvado. Outra medida possível seria praticar um exercício com o pescoço. Sugere começar movendo as vértebras, flexionando, estendendo, virando de lado e inclinando o pescoço, para depois usar as mãos para fazer resistência e força contra elas; ou praticar a postura de yoga ‘cachorro olhando para cima’, uma boa maneira de fortalecer as extremidades superiores, pescoço e ombros.

Ainda que a denúncia dessa enfermidade do século XXI não seja nova, Hansraj conseguiu fazer uma boa comparação, traduzindo em medidas de peso o estresse continuado. Agora volte a olhar ao seu redor no vagão. Imagine que as pessoas estão dobrando a coluna com 27 quilos no pescoço, um garoto de oito anos, um cachorro médio. Não parece saudável. Levante o celular e o coloque na frente de seus olhos. Deu o primeiro passo.


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