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Professor transforma óleo em sabão e distribui em comunidade da Zona Oeste do Recife

Há três anos, o professor Flávio Reis coleta óleo usado para produzir sabão e distribuir, gratuitamente, na comunidade.

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01/06/2015
Fonte: JC Online
Para produzir as barras, professor usa soda cáustica, água e sabão em pó, além do óleo de cozinha
Diego Nigro/ JC Imagem
Para produzir as barras, professor usa soda cáustica, água e sabão em pó, além do óleo de cozinha Diego Nigro/ JC Imagem
Por: JC Online

Claudia Parente

Quando chove forte, a Avenida Manoel Gonçalves da Luz, na Mustardinha, Zona Oeste do Recife, fica totalmente alagada. A obstrução de esgoto e galerias é causada, principalmente, pelo despejo indevido de óleo de cozinha. Para evitar o transtorno que se repete ano após ano, o professor Flávio Reis teve uma ideia simples, mas eficiente: reciclar o vilão. Há três anos, ele coleta óleo usado para produzir sabão e distribuir, gratuitamente, na comunidade.

“Quando fui informado pela Sanear (empresa da prefeitura, responsável pela drenagem e esgotamento sanitário) que o óleo era o principal responsável pelos entupimentos, comecei a pensar no que fazer”, conta Flávio. “Então, conheci o pai de santo Valmir Dantas, que já fazia sabão com óleo e ele me ensinou a fórmula.” Desde então, passou a ministrar oficinas na comunidade sem cobrar nada. “Eu aprendi de graça, então, ensino de graça”, diz.

Em 2012, com apoio da Secretaria de Ciência e Tecnologia da PCR, Flávio conseguiu montar um cursinho para 20 jovens na Escola Municipal Antonio de Brito Alves. “Em seguida, passamos a ensinar às mães dos alunos a produzir o sabão e fomos disseminando o conhecimento.” Para o professor, mais importante que transformar óleo em sabão é conscientizar as pessoas do impacto que o produto causa no meio ambiente. “Temos um canal (do ABC) no bairro e precisamos preservá-lo da poluição para evitar transbordamento”, ressalta.

Flávio produz cerca de 50 tabletes a cada 20 dias, período para juntar a quantidade necessária de óleo. Ele divide cada um ao meio e distribui entre os moradores do bairro. Para fazer as barras, é preciso soda cáustica, água e sabão em pó, além do óleo. Hoje, ele não trabalha mais sozinho e vai levar o projeto de reciclagem de óleo para a comunidade do Jiquiá, onde fica a torre de atracação do Zeppelin. “Na Mustardinha, os alagamentos têm diminuído, mas as pessoas ainda deixam muito lixo na rua. Se a dona de casa mudar seus hábitos, vai evitar muito prejuízo ao meio ambiente”, acredita.

 


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